top of page

Sobre a Psi

A travessia da minha própria angústia

Margô 7.jpg

Vou te contar um pouco da minha trajetória e de como atravessei a minha angústia através da psicanálise. Sem dúvida não foi um percurso rápido e muito menos fácil. Mas que, com certeza, valeu cada passo e cada aprendizado. 

 

Tudo começou em 2016. Não estava em meu melhor momento, passando por um processo muito intenso de depressão e ansiedade. Me tornei mãe em 2011 e a maternidade pode ser mágica, porém muito desafiadora também. Muitas coisas aconteceram e em meio a tantas mudanças em minha vida, precisei olhar para dentro como nunca havia feito.

 

Comecei a fazer análise em 2018 e, então, me dei conta que o autoconhecimento é a única coisa que pode nos levar a um estado de consciência muito mais profundo e amplo sobre a vida. Claro que sempre teremos nossas questões e o autoconhecimento não é linear, tampouco possui uma linha de chegada, trata-se muito mais sobre se (des)construir e se (re)construir; mas a consciência que adquirimos ao longo dos anos de análise é algo muito transforma(dor) e que nos leva a outros patamares e maneiras diferentes de olhar a vida. Através da psicanálise, pude perceber que ali estava o meu desejo. E foi assim que comecei estudar psicanálise e, após algum tempo, a graduação em psicologia.

 

Hoje sou uma profissional que visa a saúde de maneira integral; afinal, tudo está integrado em nosso corpo. Por isso, a saúde não é simplesmente a ausência da doença, ela é composta pelo bem-estar físico, mental, emocional, energético e espiritual. E, mesmo a psicanálise não tendo como principal objetivo a “cura” dos sintomas - uma vez que o sintoma para a psicanálise é a maneira que o sujeito encontra para lidar com a sua dor - a saúde se restabelece em seus diferentes níveis e aspectos.

Quando se faz análise, há, inevitavelmente, uma transformação. Por fim, não se é mais o mesmo; mas sim um sujeito muito mais consciente. A análise pode nos proporcionar muita clareza a respeito de nossas questões. Não há, necessariamente, um destino final. Mas sim, uma linda e valiosa travessia; com imperfeições, faltas, desejos, consciência, aceitação e sempre muito amor pela vida e por tudo o que faz parte dela. Afinal, o sentido da vida está no próprio viver! Aprendi, em análise, a me aceitar mais, me amar mais e, sobretudo, amar a cada dia a minha própria história e cada aprendizado que vem junto com ela; me colocando sempre como alguém que deseja somente o melhor da vida, sendo íntegra e priorizando o respeito em toda e qualquer circunstância. Isso, sem dúvida, é inegociável para mim. 

​​

E para você, o que é inegociável? Vamos começar a sua análise?

"Da sua vulnerabilidade, virá sua força."

Sigmund Freud

​​​​​​​

Margô Cavalcanti | Psicanalista

Cadeira rosa

"O que nós sabemos tem importância, mas quem nós somos importa muito mais. Ser, em vez de saber, exige atitude e disposição para se deixar ser visto. Isso requer viver com ousadia, estar vulnerável. O primeiro passo dessa viagem é entender onde estamos, contra o que lutamos e aonde precisamos chegar. Creio que poderemos fazer isso melhor ao examinarmos a ideia tão difundida de nunca nos julgarmos bons o bastante. (...) É verdade que quando estamos vulneráveis ficamos totalmente expostos, sentimos que entramos numa câmara de tortura (que chamamos de incerteza) e assumimos um risco emocional enorme. Mas nada disso tem a ver com fraqueza. (...)

 

Vulnerabilidade não é algo bom nem mau: não é o que chamamos de emoção negativa e nem sempre é uma luz, uma experiência positiva. Ela é o centro de todas as emoções e sensações. Sentir é estar vulnerável. Acreditar que vulnerabilidade seja fraqueza, é o mesmo que acreditar que qualquer sentimento seja fraqueza. Abrir mão de nossas emoções por medo de que o custo seja muito alto significa nos afastarmos da única coisa que dá sentido e significado à vida. (...)

 

A vulnerabilidade é também o berço das emoções e das experiências que almejamos. Quando estamos vulneráveis é que nascem o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade. Se desejamos uma clareza maior em nossos objetivos ou uma vida espiritual mais significativa, a vulnerabilidade com certeza é o caminho. (...) Não há maneira certa ou errada de demonstrar empatia. É simplesmente escutar, criar espaço para a sinceridade, não emitir julgamentos, se conectar emocionalmente e transmitir aquela incrível mensagem restauradora que diz: 'Você não está sozinho'."​

A Coragem de Ser Imperfeito

Brené Brown

bottom of page